As mãos foram, e ainda são, a minha forma de dizer.
Nasci com surdez profunda nos dois ouvidos. Quando eu era pequena, a minha mãe começou a aprender Língua Gestual Portuguesa para poder falar comigo. Cresci a ver alguém escolher fazer um esforço enorme só para que eu não me sentisse sozinha.
Hoje, quando faço uma peça à mão, a memória dessa escolha vem comigo. Aprendi cedo que as mãos podem dizer tudo o que é importante. As minhas continuam a tentar.